Concentre-se em seu negócio
Deixe a burocracia com a gente, nos colocamos à sua disposição para ajudá-lo a ter sucesso no mundo globalizado e altamente competitivo.
Concentre-se em seu negócio
Deixe a burocracia com a gente, nos colocamos à sua disposição para ajudá-lo a ter sucesso no mundo globalizado e altamente competitivo.

Setor de serviços deve ficar atento às mudanças trazidas pela Reforma Tributária

14/10/2026
WhatsApp
Facebook
Telegram
LinkedIn

Com mais de 14,7 milhões de pequenos negócios no país e grande peso na geração de empregos com carteira assinada, o setor de serviços precisa acompanhar de perto as mudanças da Reforma Tributária, sobretudo na forma de recolher impostos.

O prazo para aderir ao Simples Nacional, no caso de empresas que ainda não estão no regime, termina em 15 de outubro. Já quem está no Simples e quer optar pelo regime híbrido, recolhendo IBS e CBS fora da guia única, tem até 30 de outubro. Essa opção poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro.

“O Simples Nacional tende a ser o modelo mais vantajoso para empresas que vendem para o consumidor final. Mas é importante verificar caso a caso, fazer as contas, usar o nosso Simulador, falar com seu contador e procurar o Sebrae. Isso porque há setores que terão produtos e serviços com a alíquota reduzida ou até zerada no regime geral”, explicou o economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira.

“O Simples Nacional tende a ser realmente mais vantajoso pela simplicidade e porque o consumidor final dele não aproveitará crédito da sua compra. Além disso, por ser, em geral, um setor intensivo em mão-de-obra e pouco em insumos, a empresa que estiver no regime geral ou no híbrido tende a acumular poucos créditos tributários”, completou.

Segundo o especialista, a Reforma Tributária foi desenhada para manter a arrecadação equivalente à atual, com tributos que substituem os existentes e sem aumentar a carga total. Ele lembra ainda que a legislação criou o cashback, que devolve parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda. Por isso, para algumas empresas que vendem ao consumidor final, principalmente de baixa renda, pode valer a pena migrar para o regime híbrido e oferecer esse benefício aos clientes.

“É importante também destacar que a mudança vai ser gradual, até para as empresas e os consumidores se acostumarem com esse novo modelo. Possivelmente, num primeiro momento, algumas empresas tenham dificuldade em precificar ou entender como vai funcionar o modelo”, pondera.

Moreira afirma que não há motivo para desespero: a reforma foi pensada para ser implementada por etapas, e o Sebrae está pronto para apoiar o empreendedor em qualquer situação.

Para quem ainda está inseguro entre o Simples tradicional e o regime híbrido, ele reforça que a escolha não é definitiva. Ela vale por semestre e, a partir de 2027, poderá ser revista nas janelas de março e setembro de cada ano. O economista também incentiva o uso do Simulador Sebrae, gratuito, que já soma mais de 45 mil avaliações.

Nota fiscal

Para as empresas de serviços, a primeira mudança chega já em 1º de novembro de 2026: as micro e pequenas empresas do Simples passam a emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) obrigatoriamente pelo Emissor Nacional, ou por sistemas integrados a ele, e não mais pelos portais das prefeituras. Além disso, a partir de janeiro de 2027, as notas das empresas do Simples terão de trazer os campos de IBS e CBS, entre outras informações.

Por isso, vale confirmar com o fornecedor do sistema de emissão de notas se ele já está atualizado. “O Sebrae tem um emissor de notas gratuito já pronto para a reforma disponibilizado no seu Portal e pode ser uma opção para os empreendedores”, aponta.

Para ajudar as micro e pequenas empresas na escolha, o Sebrae também preparou uma página exclusiva sobre a Reforma Tributária, com vídeos explicativos, cronograma de implementação, e-book, perguntas frequentes e cursos sobre o novo sistema tributário.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae

Últimas notícias